quinta-feira, 27 de maio de 2010

A Amazônia.




Do alto, do solo ou da água, a Amazônia brasileira é um impacto para os olhos. Por seus 6,9 milhões de quilômetros quadrados em nove países sul-americanos (Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa) espalha-se uma biodiversidade sem paralelos. É ali que mora metade das espécies terrestres do planeta. Só de árvores, são pelo menos 5 mil espécies. De mamíferos, passa das 300. Os pássaros somam mais de 1.300, e os insetos chegam a milhões.

No Brasil, o bioma Amazônia cobre 4,2 milhões de quilômetros quadrados (49% do território nacional), e se distribui por nove estados (Amazonas, Pará, Mato Grosso, Acre, Rondônia, Roraima, Amapá, parte do Tocantins e parte do Maranhão). O bioma é muitas vezes confundido com a chamada Amazônia Legal - uma região administrativa de 5,2 milhões de quilômetros quadrados definida em leis de 1953 e 1966 e que, além do bioma amazônico, inclui cerrados e o Pantanal. (Mapa: bioma, Amazônia Legal e Limite Panamazônia)

Sob as superfícies negras ou barrentas dos rios amazônicos, 3 mil espécies de peixes deslizam por 25 mil quilômetros de águas navegáveis: é a maior bacia hidrográfica do mundo. Às suas margens, vivem em território brasileiro mais de 20 milhões de pessoas, incluindo 220 mil indígenas de 180 etnias distintas, além de ribeirinhos, extrativistas e quilombolas. Levando-se em conta toda a bacia amazônica, os números crescem: são 33 milhões de pessoas, inclusive 1,6 milhão de povos indígenas de 370 etnias.

Além de garantir a sobrevivência desses povos, fornecendo alimentação, moradia e medicamentos, a Amazônia tem uma relevância que vai além de suas fronteiras. Ela é fundamental no equilíbrio climático global e influencia diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina. Sua imensa cobertura vegetal estoca entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono. A cada árvore que cai, uma parcela dessa conta vai para os céus.

Grandes também são as ameaças

Maravilhas à parte, o ritmo de destruição segue par a par com a grandiosidade da Amazônia. Desde que os portugueses pisaram aqui, em 1550, até 1970, o desmatamento não passava de 1% de toda a floresta. De lá para cá, em apenas 40 anos, o número saltou para 17% – uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Foi pela década de 1970 que a porteira se abriu. Numa campanha para integrar a região à economia nacional, o governo militar distribuiu incentivos para que milhões de brasileiros ocupassem aquela fronteira “vazia”. Na corrida por terras, a grilagem falou mais alto, e o caos fundiário virou regra difícil de ser quebrada até hoje.

A governança e a fiscalização deram alguns passos. Mas em boa parte da Amazônia, os limites das propriedades e seus respectivos donos ainda são uma incógnita. Os órgãos ambientais correm atrás de mapas adequados e de recursos para enquadrar os que ignoram a lei. Mas o orçamento para a pasta não costuma ser generoso. O resultado, visto do alto, do solo ou das águas, também é impactante.

Desenvolvimento para quem?



Uma das últimas grandes reservas de madeira tropical do planeta, a Amazônia enfrenta um acelerado processo de degradação para a extração do produto. A agropecuária vem a reboque, ocupando enormes extensões de terra sob o pretexto de que o celeiro do mundo é ali. Mas o modelo de produção, em geral, é antigo e se esparrama para os lados, avançando sobre as matas e deixando enormes áreas abandonadas.

Ainda assim, o setor do agronegócio quer mais. No Congresso, o lobby por mudanças na legislação ambiental é forte. O objetivo é que mais áreas de floresta deem lugar à produção, principalmente, de gado e soja. A fome por desenvolvimento deu ao país a terceira posição dentre os maiores exportadores de produtos agrícolas. Mas os louros desses números passaram longe da população local.

As promessas de desenvolvimento para a Amazônia também se espalham pelos rios, em forma de grandes hidrelétricas, e pelas províncias minerais, em forma de garimpo. Mas o modelo econômico escolhido para a região deixa de fora os dois elementos essenciais na grandeza da Amazônia: meio ambiente e pessoas.

Soluções

- Desmatamento zero: Ao zerar o desmatamento na Amazônia até 2015, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global, assegurar a biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio para beneficiar a população local. Ações contra o desmatamento e alternativas econômicas que estimulem os habitantes da floresta a mantê-la de pé devem caminhar juntas. A criação de um fundo de investimentos nacionais e internacionais tornaria a proposta viável.

- Áreas protegidas: Uma parte do bioma é protegida legalmente por unidades de conservação, terras indígenas ou áreas militares. Mas a falta de implementação das leis faz com que mesmo essas áreas continuem à mercê dos criminosos.

- Regularização fundiária: É a definição, pelo Estado, de quem tem direito à posse de terra. O primeiro passo é o mapeamento das propriedades privadas para possibilitar o monitoramento de novos desmatamentos e a responsabilização de toda a cadeia produtiva pelos crimes ambientais ocorridos.

- Governança: Para todas essas medidas se tornarem efetivas, o governo precisa estar na Amazônia, com recursos e infraestrutura para fazer valer as leis de preservação.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Por que não comer carne?


Desde criança aprendemos que não podemos viver sem as carnes devido ao seu alto teor protéico , sem ela o corpo “enfraquece ” até chegar a desnutrição , mas o que acontece é que milhares de pessoas conseguiram viver , e viver muito bem sem precisar sacrificar animais para se alimentar , exemplo disso é o Mahatma Gandhi , pacifista e homens inteligentes como Sócrates e Einsten .
Não quero negar o valor nutritivo desse alimento porém o mal que faz é muito maior , veja porquê :

- É um animal desvitalizado , pois está morto ,sem energia vital .
- O excesso de proteína é de baixo valor biológico, devido ao longo congelamento .
- Seu excesso de gordura saturada , provoca colesterol, porque não se dissolve no nosso sangue , ficam depositadas nas paredes , enrijecendo e vão contribuir na arteriosclerose .
- Antibióticos, proveniente das rações químicas, causam resistência bacteriana .
- Contém vacinas, resíduos de pesticidas , drogas alopáticas variadas , outros remédios além de DDT devido a ração , forração e carapaticidas.
- Hormônios sintéticos para aumentar a produção do leite como o dietiletilobestrol , hormônio feminino , provocando antecipação da menstruação e excesso de pêlos nas garotas . E nos garotos crescem seios e ficam afeminados .
- Contém ácido único , principalmente nas víceras , toxinas como escatol, fenol ,istamina ,putrescina, cadaverina, nitrosaminas , nitritos e nitratos (cancerígeno) ; sulfato de sódio para dar cor e aspecto “saudável” nos açougues ; salitre, para conservar e outros conservantes químicos como formol, adrenalina, adrenocomo e adrenolutina devido o abate ; chumbo, embora em pequenas quantidades , devido a proximidade dos pastos com estradas ; solitárias – tênia sagihate que é um verme intestinal perigoso ; bactérias e vírus diversos; brucelose, tuberculose bovina , humores plasmáticos bovinos ; substâncias linfocitárias ,alergenos, antigenos, benzoqureno ( l kg. De carne é igual a fumar 600 cigarros. Segundo o nutricionista mineiro Wilson Camargo , pós graduado em engenharia biorgânica pelo Instituto Finhorn (Escócia) .A fumaça da gordura que sai de um único bife contém tanto benzopireno quanto a fumaça de 600 cigarros – trinta maços) .
- Como nossos intestinos são muito compridos ( as carnes levam em média 6 horas para serem digeridas) acabam gerando reações químicas de putrefação dentro dele, provocando gases ,que fatalmente irão intoxicar o organismo , além de provocar alterações na fabricação de enzimas.

A CARNE E OS NUTRIENTES

Há uma diminuição do cálcio no consumo excessivo da proteína , provocando dentes fracos e mais tarde a osteoporose .
Está provado que o excesso de proteína cárnea não aumenta o rendimento físico . O trabalho muscular aumenta o teor de ácido lático ( fruto da degradação incompleta da glicose) nos tecidos , aumentando a fadiga, esse ácido deverá ser neutralizado com substâncias alcalinizastes ( frutas e verduras) . A carne é uma substância acidificante e por isso aumenta o cansaço .
É pobre em vitaminas ( exceto B6 que é essencial para o seu metabolismo ) e em minerais que são fatores alcalinizantes .
Pobre em fibras , a “vassoura “do intestino grosso , sem elas os resíduos das fezes vão se acumulando aí , putrefando , gerando gases , toxinas, divertículos e mais tarde qualquer inflamação tipo diverticulite, colite etc. além da prisão de ventre .

A CARNE E A IRIDOLOGIA

Quando olhamos a íris de uma pessoa , fica claro que toda doença nasce no intestino para depois ir para outras partes do corpo, mesmo que para o doente aparentemente não esteja demonstrando isso . E , ao limpar o corpo , começa também na área intestinal para depois chegar no órgão onde a doença está manifestada .
Na íris é possível perceber também se há falta de vitaminas e minerais , assim como tendências a ter colesterol , excesso de ácido úrico , etc.

VOCÊ AINDA VAI COMER CARNE ?

A carne vem acompanhada de substâncias tóxicas, frutos do metabolismo do animal quando ainda vivo (uréia – xixi – ácido láctico – ) , liberados no momento da morte (histemia, adrenalina) ou produtos de putrefação (fezes – suor) , iniciada logo após a morte. Vem acompanhadas de gorduras saturadas , provocando males coronários , câncer de intestino grosso, seios , pâncreas, próstata etc.
O ser vivo necessita de ambiente adequado onde encontre alimentação , clima, habitat , no caso das bactérias do cólon o “PH” é ácido , já o sangue necessita de meio alcalino .
A carne gera temperatura alta ( inadequada) , sangue ácido , intestino alcalino, consequentemente deixando as bactérias acidófilas com fome, gerando outras não acidófilas que aí encontrarão “PH”adequado para se desenvolver alterando a flora intestinal.
Existem demonstrações que portadores de câncer de cólon tem uma flora intestinal diferente dos não portadores , com excesso de clostridium paraputrificum e aumentos de substâncias carciongenéticas (que provocam câncer) nas fezes .
Vale à pena comer carne ? Dizer que é gostoso e dá prazer até parece conversa de drogado e toda droga gera vício estimulando ainda a ingestão de outras drogas como cigarro, álcool , muito sal , etc.
As papilas gustativas acostumam a determinado paladar mas a readaptação é possível e gratificante , descobre – se outros prazeres, não violentos mas desintoxicantes , em vez de dependência gerará liberdade, dizer que não consegue é estar numa escravidão , então :

SEJA LIVRE . NÃO USE DROGAS !!!


Sugestão: Se mesmo assim você não consegue parar de comer carne, pelo menos tente reduzir a quantidade que você come e com o tempo quem sabe você desapegue dessa droga!* é assim que eu tento.

http://www.saudeintegral.com/

Os alimentos trangênicos.


Dra. Wustania Virgínia C. Passos
Nutricionista - CRN/6ª R:3712

1. INTRODUÇÃO

O intenso avanço da pesquisa biotecnológica provoca hoje uma crescente mobilização da sociedade e entidades de classe em torno dos alimentos Transgênicos ou seja organismos geneticamente modificados (OGM). Grande têm sido as controvérsias sobre esse assunto, onde companhias, governos, ambientalistas e pesquisadores ainda não chegaram a resultados conclusivos sobre os transgênicos.


Há, no entanto, muitas discussões em torno da produção de alimentos transgênicos. Existe um temor de que esses alimentos possam interferir na genética humana causando malefícios à saúde das pessoas.

Neste contexto, o termo “Alimento Seguro” x “Segurança Alimentar”, assumem papel de extrema relevância quando falamos de Alimentos geneticamente modificados.

Alimento seguro (food Safety) significa garantia do consumo alimentar seguro no âmbito da saúde coletiva, ou seja, são produtos livres de contaminantes de natureza química (agroquímicos), biológicas (organismos patogênicos), física ou de outras substâncias que possam colocar em risco sua saúde. Já o termo Segurança Alimentar (food Security)  é a garantia de acesso ao consumo de alimentos e abrange todo o conjunto de necessidades para a obtenção de uma nutrição adequada à saúde.

No âmbito internacional, a segurança Alimentar é preconizada por organismos e entidades como a Organização para Agricultura e Alimentos (FAO) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), e no âmbito Nacional, O Ministério da Saúde (MS), da Agricultura e Abastecimento (MA) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) são os órgãos responsáveis.

Talvez em nenhum outro momento o mundo científico tenha assistido tantas controvérsias, como as que estão ocorrendo na atualidade sobre a manipulação de genes, curas cromossômicas, plantas e animais produzidos através da biotecnologia. No momento, os cientistas anunciam a engenharia genética e a biotecnologia como uma nova revolução, configurando-se como uma das maiores conquistas científicas da humanidade.

Visando um abordagem sistemática com ênfase na Biossegurança e Biotecnologia Alimentar, o presente artigo relata os possíveis problemas e as possíveis soluções que muitas vezes nos perguntamos quando o assunto é transgênicos.

2. ALIMENTOS TRANSGÊNICOS

Transgênicos são organismos geneticamente modificados, obtidos mediante técnicas de DNA recombinante e de transformação genética, que permitem introduzir, em espécies vegetais e animais, genes originários de um outro organismo.
Disso resulta uma nova variedade genética.

A técnica do DNA recombinante ou engenharia genética surgiu nos anos 90 e permite o isolamento e a manipulação de genes e sua transferência de um organismo para o outro. É o que dá origem a um organismo transgênico ou geneticamente modificado. Um detalhe importante: esses genes manipulados podem ser derivados de organismos que até agora não foram usados na alimentação como, por exemplo, componentes da petúnia ou de escorpiões.

As culturas transgênicas de alimentos autorizados para a comercialização são inúmeras. O mundo se encontra na era do supermercado transgênico, alimentos com os genes modificados chegam à mesa dos consumidores, como a cenoura mais doce e contendo doses extras de beta-caroteno, o arroz com mais proteínas, a batata com retardo de escurecimento, o melão com maior resistência a doenças, o milho resistente a pragas, a soja com genes de castanha-do-pará que aumenta seu valor nutritivo, o tomate longa vida, tendo sido o primeiro alimento transgênicos a ser comercializado e a ervilha com genes que permitem sua conservação por mais tempo.

A escolha destes alimentos por parte do consumidor deve ser criteriosa, pois toda nova tecnologia apresenta riscos, e antes de difundirem os novos alimentos em ampla escala é melhor que a ciência possa dizer com certeza suficiente quais serão as conseqüências da utilização de alimentos transgênicos a médio ou longo prazo.

COLOMBO (1999) afirma que não há vantagens para o consumidor, apenas o produtor tem vantagens econômicas com os OGM. Segundo NEVES et al. (2000), o consumidor deve decidir se irá utilizar produtos oriundos ou não da biotecnologia.

Com relação a rotulagem é imprescindível que os alimentos transgênicos, possuam rótulos com informações ao consumidor, com a identificação dos componentes contidos nos alimentos, à semelhança do que já existe no Brasil em termos de legislação específica. A rotulagem, além de fornecer segurança ao consumidor pelas informações que contém, possibilita também uma diferenciação de marketing de um produto / marca para outro, favorecendo e aprimorando a concorrência entre produtores.

3. BIOTECNOLOGIA ALIMENTAR

Os avanços da biotecnologia e da engenharia genética estão nos confrontando como sociedade, pesquisadores, cientistas e profissionais de saúde. O aumento da produtividade, a maior resistência às doenças e as pragas, o decréscimo no tempo necessário para produzir e distribuir novos cultivares de plantas, provavelmente com produção de novos organismos vegetais e animais, são alguns ícones que a biotecnologia e a engenharia genética estão criando.

Contudo alguns questionamentos são levantados e postos em discussão. De que modo se utilizará a biotecnologia? Quais são os problemas que procura resolver e quem se beneficiará da tecnologia? Quais são as conseqüências ambientais para a saúde pública? São perguntas que ainda não chegamos a elucidar claramente.

Uma das grandes vantagens preconizadas pela biotecnologia seria o aumento da produção de alimentos, com o objetivo de erradicar a fome no mundo. Sabemos no entanto que o aumento da produção de alimentos por si só não possibilita a segurança alimentar e nutricional da população, pois o problema da fome não está na disponibilidade alimentar global, mas sim na pobreza de uma grande parte da população. A luta contra a forme não se reduz ao aumento da oferta de alimentos, mas em fornecer condições à população para adquirir ou autoproduzir o seu sustento, o que remete ao emprego gerador de renda, ao autoemprego e à reforma agrária.

Segundo CAVALL (2001), a biotecnologia através dos alimentos transgênicos, poderá acarretar uma série de riscos que estão sendo levantados e questionados quando se está em jogo a saúde da população, como o aumento das alergias alimentares, resistência aos antibióticos, aumento das substâncias tóxicas e dos resíduos nos alimentos.

4. BIOSSEGURANÇA ALIMENTAR

A FAO considera biossegurança a correlação do uso sadio e sustentável do meio ambiente, dos produtos biotecnológicos e as intercorrências para a saúde da população: biodiversidade e sustentabilidade ambiental, com vistas a segurança alimentar global.

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, afirma que “a biotecnologia colocará o Brasil em condições de competir em pé de igualdade com as nações mais desenvolvidas, melhorando em qualidade e quantidade a produção de alimentos, permitindo o desenvolvimento de novos medicamentos, vacinas e insumos e trazendo melhorias na qualidade de vida do cidadão.” (Comissão Técnica..., 1999)

Já o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, ambientalistas, ecologistas e correntes contrárias aos organismos geneticamente modificados (OGM), salienta os riscos dos alimentos transgênicos, para a saúde da população e para o meio ambiente. Pode ocorrer o aumento das alergias com o consumo de OGM, pois novos compostos são formados no novo organismo, como proteínas e aminoácidos que ingeridos poderão ocasionar processos alérgicos; aumento de resistência aos antibióticos, pois são inseridos nos alimentos transgênicos genes que podem ser bactérias usadas na produção de antibióticos. Com o consumo pela população desses alimentos, poderá ocorrer resistência a esses medicamentos, reduzindo ou anulando a eficácia dos mesmos. Pode ser desencadeado também, um aumento das substâncias tóxicas quando o gene de uma planta ou de um microorganismo for utilizado em um alimento, e é possível que o nível dessas toxinas aumente inadvertidamente, causando mal as pessoas, aos insetos benéficos e aos animais, citando o que já foi constatado com o milho transgênico, levando a Áustria a proibir o seu plantio.

Diante do exposto contraditório das duas correntes científicas, fica evidente que, se os consumidores não tem confiança em comprar alimentos transgênicos, não se cria mercado. E nenhum agricultor quer cultivar algo que não consegue vender.

5. BIOÉTICA

O Brasil é considerado um país de elevada biodiversidade e com ecossistemas diferentes e bem pouco estudados, como é o caso da Amazônia, a Mata Atlântica, o Pantanal e etc. Para se conhecerem os impactos dos avanços da biotecnologia sobre a biodiversidade, é necessário fazermos uma reflexão: “Será que possuímos recursos éticos para utilizar sábia e humanamente, o poder genético”? Esta talvez seja a questão mais importante quando falamos de bioética.

Frente a isto, há duas incômodas questões: a primeira é a de que, como aprendizes, poderemos sofrer as conseqüências de um conhecimento parcial, ao superestimar nossa capacidade de prever e controlar as cadeias causais que se iniciarão a partir da aplicação das novas biotecnologias. A outra questão está no âmbito dos valores que guiam nossas ações. Ou seja, mesmo que tenhamos assegurado total controle sobre as aplicações biotecnológicas, precisamos continuar a nos perguntar, se estamos preparados para fazer frente a todas as implicações que elas podem causar seja em seres humanos ou em ecossistemas complexos como citamos anteriormente.

6. CONCLUSÃO

É notório que a ciência vêm evoluindo de maneira sobrenatural, desde a descoberta das vacinas, e muitas dessas conquistas contribuíram sobremaneira para melhoria da qualidade de vida das pessoas. Estamos em pleno século XXI e não podemos nos opormos aos avanços da Biotecnologia e Engenharia Genética. Porém quando o assunto é transgênicos muitas são as perguntas e poucas são as respostas viáveis e esclarecidas para o consumidor em termos de benefícios desses produtos.

A segurança alimentar pressupõe o direito fundamental de acesso quantitativo e qualitativo de alimentos. Julga-se que não está nos alimentos transgênicos a solução para a erradicação da fome, bem como do oferecimento da segurança alimentar para a população.

Se faz necessário que todos os produtos transgênicos sejam examinados, avaliados e julgados, caso a caso, tendo em vista a sua finalidade benéfica e que, em concordância com a legislação e baseados nos preceitos éticos, morais, sócio-econômicos e de segurança ambiental, venham garantir vantagens ao consumidor e ao processo produtivo, sem que, no entanto, se ponha em risco a vida e sua evolução como processo dinâmico e multivariável.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • SCHOLZE, Simone H.C. Biossegurança e Alimentos transgênicos. Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento. Brasília, v.2, n.9, p.32-34, jul-ago, 1999.
  • BAILBY, Edward. Transgênicos enfrentam americanos e europeus. Cadernos do terceiro mundo. São Paulo, n.212, p.68-70, set. 1999.
  • CAVALL, Suzi Barletto. Segurança Alimentar: a abordagem dos Alimentos trangênicos. Revista de Nutrição. Campinas, v.14, n.supl., p.41-46, 2001.
  • NICOSIA, Aurora. Transgênicos Promessas e Riscos. Cidade Nova. São Paulo, v.41, n.11, p.10-12, nov., 1999.
  • SAD, Márcia. Franken food ou Redenção? Rumos. v.25, n.180, p.10-14, 2001.
  • COLOMBO, C. Futuro dos Alimentos transgênicos. Revista Correio Popular. Campinas, n.111, p.5-7, maio, 1999.
  • Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Legislação e documentos. Disponível em: . Acesso em: 15 julho de 1999.

    DADOS DA AUTORA

    Nome:Wustania Virgínia C. Passos
    Profissão: Nutricionista CRN: 3712
    Área Atuante: Hospital  Clínica Média e Produção de Refeições para coletividade enferma e sadia
    Atendimento: Ambulatorial e Policlínica
    Hospital Atuante: Hospital e Maternidade Santa Lúcia Ltda.
    Contatos:
    (0**83) 238-3203 (Resid.)
    241-2554 (Trab.)
    9322-1459 (Cel.)
  • terça-feira, 4 de maio de 2010

    Estrago imensurável.


    Doze dias depois do início de um derramamento de óleo no Golfo do México que não dá sinais de arrefecimento, o governo americano sinalizou claramente que não faz a menor ideia sobre qual é a extensão do acidente. Não há posição oficial sobre o tamanho da mancha, a proporção do vazamento, nem os meios mais eficazes de estancá-lo. O comandante da Guarda Costeira Thad Allen em entrevista à rede de televisão CNN, reconheceu que a impossibilidade de mensurar o problema só o torna mais complexo.

    Apesar das dúvidas, há pelo menos uma certeza. O acidente com a plataforma de petróleo da British Petroleum no Golfo do México é grande e suas consequências provevelmente serão devastadoras para a biodiversidade e para as economias de estados americanos em cujos litorais o óleo começa a chegar . O presidente Barack Obama, depois de visitar a região, qualificou o derramamento como “potencialmente sem precedentes”. O Greenpeace pediu o fim da exploração de petróleo em alto mar.

    Passados mais dois dias de vazamento, as estimativas são de que a mancha teria mais que triplicado de quantidade - de 3 mil quilômetros quadrados no fim da sexta-feira, dia 30, a quase 10 mil quilômetros quadrados, de acordo com imagens de satélites europeus. Dependendo de ventos e maré, o óleo rumará em direção à costa do Alabama e da Flórida .

    O acidente acontece um mês depois de Obama ter dado aval para a expansão de projetos de exploração em alto mar, com a justificativa de que as plataformas hoje estariam seguras e não causariam vazamentos. Os projetos estão agora suspensos, aguardando o fim das investigações sobre as causas do desastre.

    “Á pergunta sobre se o que está sendo feito é suficiente, a resposta é que não há ‘suficiente’. Tudo está fora do controle. Não podemos remediar este acidente, apenas evitar que outros ocorram”, afirmou Mark Floegel, Diretor de Pesquisa do Greenpeace. “Precisamos que o presidente Obama tome posturas mais radicais para evitar que novos desastres aconteçam. O anúncio de que as operações ficarão suspensas é pouco. Queremos uma moratória completa de exploração de petróleo em alto mar nos Estados Unidos”, disse Mark.

    Entre no site GREENPEACE e saiba mais.


    ARQUITETURA BIOCLIMÁTICA


    Este é um Projecto apresentado no sítio EcoArkitekt.com e vamos abordar uma área que é importante no que respeita a poupar electricidade sem perder a qualidade do ambiente. Existem diversas soluções que podem ser utilizadas, tanto em projectos de raiz como em reabilitações de edifícios. Aplicando esta técnica de construção bioclimática, reduz-se o consumo energético para a climatização e iluminação da habitação, obtendo níveis de conforto dentro dos valores dos regulamentos.

    Esta moradia foi elaborada, tomando em consideração estratégias de design passivo, aprovação pela regulamentação em vigor, medidas de eficiência energética, integração de energias alternativas e a sustentabilidade da construção.


    Energias Renováveis.

    As energias renováveis são fontes inesgotáveis de energia obtidas da Natureza que nos rodeia, como o Sol ou o Vento. Estas energias podem ser:

    Energia Solar A energia do Sol pode ser convertida em electricidade ou em calor, como por exemplo os painéis solares fotovoltaicos ou térmicos para aquecimento do ambiente ou de água;

    Energia Eólica A energia dos ventos que pode ser convertida em electricidade através de turbinas eólicas ou aerogeradores;

    Energia Hídrica A energia da água dos rios, das marés e das ondas que podem ser convertidas em energia eléctrica, como por exemplo as barragens;

    Energia Geotérmica A energia da terra pode ser convertida em calor para aquecimento do ambiente ou da água;

    A integração de energias renováveis nos edifícios é um desafio para o qual o objectivo é conceber um edifício eficiente que permita a incorporação de um sistema que capte a energia e a transforme numa fonte de energia que seja útil para o edifício. Na realidade a colocação de, por exemplo, painéis solares na cobertura do edifício não é por si só uma medida eficiente de energia, pois se não tivermos em conta a eficiência do edifício esta pode nem ser suficiente para comportar a energia, por exemplo, da iluminação quanto mais do resto dos sistemas. Daí a importância da integração dos sistemas de energias renováveis em edifícios eficientemente energéticos que até esse ponto esgotaram todas as possíveis estratégias de design passivo na sua concepção ou que na sua reabilitação foram tidas em conta medidas de reabilitação energética e de eficiência energética.

    Os incentivos à utilização de energias renováveis e o grande interesse que este assunto levantou nestes últimos anos deve-se principalmente à consciencialização da possível escassez dos recursos fósseis (como o petróleo) e da necessidade de redução das emissões de gases nocivos para a atmosfera, os GEE (Gases de efeito de estufa). Este interesse deve-se em parte aos objectivos da União Europeia, do Protocolo de Quioto e das preocupações com as alterações climáticas.

    A utilização das energias renováveis, como por exemplo os painéis solares térmicos e fotovoltaicos, para a produção de calor e de energia eléctrica a partir do aproveitamento da energia solar, é uma forma para a qual Portugal dispõe de recursos de grande abundância, comparando a disponibilidade de horas de Sol por ano com outros países da União Europeia. No entanto, estes devem ser tidos como complementos à arquitectura dos edifícios que não devem descurar o aproveitamento de estratégias de design passivo, como o uso da orientação solar, da ventilação natural, da inércia térmica e do sombreamento, entre outras. Estas estratégias são uma solução bastante vantajosa devido ás condições climatéricas favoráveis para a obtenção de uma maior sustentabilidade nos edifícios em Portugal.

    A promoção da Eficiência Energética e a utilização de energias renováveis em edifícios tem sido feita pela revisão e aplicação de Regulamentos, como o RCCTE e o RSECE, e pela aprovação da criação de um Sistema de Certificação Energética, visando a redução dos consumos de energia e correspondentes emissões de CO2. Pois o sector dos edifícios nos consumos médios anuais de energia em Portugal representam, de acordo com dados do início da década de 2000 da DGE, cerca de 22% do consumo em energia final do país, onde nas grandes cidades este número sobe para 36%. Estes números têm vindo a aumentar cerca de 3,7% no sector residencial e 7,1% no sector dos serviços.



    Voo-teste do maior avião solar do mundo.

    O Solar Impulse, maior avião solar do mundo, do pioneiro suíço Bertrand Piccard, realizou um voo-teste nesta quarta-feira (7/3) na base aérea militar de Payerne, no sudoeste da Suíça.

    "A maior aventura do século 21 é nos tornarmos independentes das energias fósseis", disse Piccard, que acompanhou em solo o voo inaugural de uma hora e meia de seu avião movido a energia solar.

    Com o projeto Solar Impulse, iniciado em 2003, ele quer provar que essa independência é possível. "Se provarmos isso, ninguém mais poderá dizer que o mesmo é impossível com carros, computadores e sistemas de calefação", disse Piccard.

    Desde a manhã desta quarta-feira, dezenas de curiosos e jornalistas tentavam encontrar o melhor lugar para observar o voo-teste nas imediações da base aérea de Payerne. Às 10h26, sob céu claro e pouco vento, o avião decolou e levou Piccard e sua equipe às lágrimas de emoção.

    No cockpit encontrava-se o piloto de testes Markus Scherdel. Durante aproximadamente uma hora e meia, a aeronave deu várias voltas a uma altitude ente 1000 e 1200 metros, acompanhada por dois helicópteros.

    Em solo, podia-se acompanhar a comunicação entre a direção do projeto e o piloto. O clima era de alegria. Piccard abraçava seus engenheiros. Depois de 15 minutos de voo, o avião desligou os motores e começou a planar.

    Sensível a turbulências

    Em sua volta ao mundo em 2013, um ano mais tarde do que inicialmente previsto, o Solar Impulse deve subir durante o dia. Durante a noite, ele deverá tentar manter o máximo de altura ao planar.

    Às 11h55, o maior avião solar do mundo fez um pouso seguro na pista do aeroporto de Payerne. O objetivo do voo-teste foi verificar se o avião se comportava no ar conforme os cálculos feitos no simulador. O desempenho da aeronave ainda não tinha sido avaliado na prática. Ela é muito sensível ao vento e a turbulências, disse Piccard.

    Piccard disse antes da decolagem que queria mostrar o estágio atual do projeto Solar Impulse. Depois do pouso, ele dirigiu-se satisfeito ao público. "Estou contente em poder saudá-los novamente ... porque ninguém podia prever como seria este voo."

    "Este foi o primeiro momento em que pudemos verificar se o que fizemos nos últimos sete anos estava certo ou não. Durante sete anos, os engenheiros, técnicos e todos na equipe calcularam, projetaram e simularam o comportamento deste avião. Agora, pela primeira vez, vimos que tudo estava certo. Isso é uma motivação fantástica para continuarmos seguindo este caminho", acrescentou.

    O piloto do voo histórico, o alemão Markus Scherdel, disse que o avião se comportou extamente como durante as simulações de voo. "Foi um momento realmente muito especial."

    "Trata-se de um grande êxito. É um privilégio fazer parte desta aventura", disse emocionado um outro precursor do projeto, o astronauta suíço Claude Nicollier.

    O voo-teste foi bem-sucedido. Segundo a direção do projeto, o próximo passo será um voo noturno no próximo verão europeu. Até a volta ao mundo ainda há muito trabalho pela frente, mas uma etapa importante foi cumprida hoje.

    Volta ao mundo

    O Solar Impulse HB-SIA, fabricado pela firma Décision S.A, em Eclubens (oeste da Suíça), tem a envergadura de um Airbus 340, o peso de um carro de passeio (1600 quilos) e não usa qualquer combustível fóssil.

    As quatro hélices do Solar Impulse são movidas pela energia gerada por 12 mil células fotoelétricas espalhadas por uma superfície de 200 metros quadrados sobre as asas.

    Não é o primeiro avião solar do mundo, mas certamente o projeto mais ambicioso. Em 1980, primeiros voos tripulados foram bem-sucedidos nos EUA; em 1981, o Canal da Mancha foi sobrevoado com energia solar; e, em 2005, ocorreu o primeiro vôo noturno – ainda não tripulado – com energia solar armazenada em baterias. O avião de Piccard unifica todas essas experiências.

    Depois de mais testes com o protótipo HB-SIA, em 2011 deverá ser construído o HB-SIB, com o qual Piccard pretende dar a volta ao mundo, não em 80 dias e sim em cinco etapas de cerca de cinco dias cada. A rota deverá seguir a linha do Equador. A data exata da partida ainda não está definida.

    Geraldo Hoffmann.

    http://www.energiasrenovaveis.com/index.asp?ID_area=1